Friday, April 04, 2008

Rumo

Falávamos como andando sem rumo numa tarde de primavera. Entre mil contratempos, histórias divertidas e outras tantas tristes, imaginei a alegria intensa que teria se meu eu de 15 anos atrás pudesse viver minha vida atual por um dia. Do nada. Eu-jovem cairia neste corpo sem saber meu passado ou futuro, só o presente. Seria como ganhar na MegaSena e a jovenzinha com corpo de balzaquiana pensaria que as coisas teriam saído melhor que o sonhado. Mas o caminho também é a carne e os pensamentos de uma pessoa, não só a chegada, morada do presente. Minha “eu-jovem” nunca entenderia o caminho e eu, nunca a alegria do esquecimento.

Lembranças